quarta-feira, 28 de agosto de 2013


3° ANO

Democracia entre ditaduras

 

1.      Na Segunda Guerra Mundial a luta contra o fascismo a nível mundial foi um fator importante para que se pensasse que havia uma disparidade em lutar contra o fascismo fora do Brasil enquanto internamente se vivia a ditadura getulista e isto seguramente foi um fator determinante para o declínio do apoio à ditadura e o fortalecimento das oposições.

Pode-se dizer que a Guerra teve um efeito muito grande sobre os regimes autoritários do Ocidente, destacando suas ambigüidades. O mundo ocidental foi varrido por uma onda liberalizante, que era contra qualquer tipo de regime que lembrasse o fascismo europeu. O fim da Guerra consolidou a preponderância norte-americana no mundo capitalista e foram revividos os princípios da política econômica, que defendia o fim do protecionismo por parte do Estado e defendia o livre-cambismo nas trocas internacionais.

2.      As oposições que venceram em 29 de outubro de 1945 e afastaram Getúlio do poder foram elites oligárquicas regionais e econômicas e o golpe foi um ato político e não uma revolução sócio-econômica. As estruturas sociais e econômicas permaneceram intactas. Mas o modelo econômico implantado a partir dos anos 1930 revelou os seus primeiros desgastes no início da década de 1950.

3.      No Brasil o período de 1945 a 1964 foi o único em que o país pode presenciar o desenvolvimento de um sistema de participação política de massas, mas não houve grandes modificações na estrutura do sindicalismo.

Nas eleições realizadas após a queda de Getúlio Vargas, saiu vencedor o General Eurico Gaspar Dutra e uma Assembléia Constituinte deu ao Brasil sua quinta Constituição que restabeleceu no país os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. O General Dutra exerceu seu mandato até o final, mas seu Governo foi de continuísmo e prevaleceram as coligações varguista no Congresso, deixando que a sombra de Getúlio pairasse sobre o país.

Na economia, desde o início dos anos de 1940, o debate a respeito do desenvolvimento do Brasil se dividia em duas correntes: a primeira, mas antiga, que defendia a vocação agrícola da sociedade e a segunda que era a favor da industrialização.

Os partidos políticos foram reestruturados, mas o clima da "guerra fria" que transformou a União Soviética no maior inimigo do mundo Ocidental, associado ao alinhamento de Dutra aos Estados Unidos favoreceu a colocação do Partido Comunista Brasileiro na ilegalidade.

4.      Em 1950 foi lançada a candidatura de Getúlio Vargas à Presidência do Brasil, para suceder Dutra e nas eleições ele se sagrou vencedor, voltando à Presidência, desta vez não por um golpe, mas com a força das urnas, para iniciar seu Governo Constitucional. O Getúlio ditador se transformou no Getúlio democrata.

Getúlio enfrentou sérios problemas em seu Governo, com o aumento do custo de vida e a alta da inflação, além do debate entre o nacionalismo, o entreguismo e o estadismo e também a impossibilidade de agradar a todos. De crise em crise o Governo acabou por desembocar na maior delas que foi o atentado a Carlos Lacerda, que era o seu mais ferrenho opositor. O atentado teve a participação de seus colaboradores próximos. Getúlio vendo-se acuado preferiu deixar o Palácio do Catete morto e suicidou-se em 24 de agosto de 1954.

Após o suicídio de Getúlio o país passou por um período conturbado no qual teve três Presidentes em catorze meses: Café Filho, Vice de Getúlio; Carlos Luz, Presidente da Câmara e Nereu Ramos, Presidente do Senado.

5.      Em 3 de outubro de 1955 foi eleito Presidente Juscelino Kubitscheck, mas para tomar posse foi necessário que o General Lott, Ministro da Guerra, colocasse as tropas na rua para evitar um golpe de Carlos Luz e da UDN. Este foi o único golpe militar legalista da História brasileira, que deu posse ao Presidente eleito pelas urnas.

Ainda assim Juscelino teve que enfrentar duas conspirações militares contra o seu Governo, mas conseguiu terminar seu mandato e passou o Governo para seu sucessor eleito democraticamente, Jânio Quadros. Juscelino implantou um novo modelo econômico, favorecendo a industrialização do Brasil através de seu Plano de Metas, que propunha fazer 50 anos de desenvolvimento em seus 5 anos de mandato.

O grande desenvolvimento e a euforia nacionalista ocultavam o fato do país ter se tornado dependente do capital e da tecnologia estrangeira e de ter ocorrido grande concentração de renda ao invés de libertação e de autonomia. O ápice de seu Governo se deu com a inauguração da nova capital do Brasil – Brasília, em 21 de abril de 1960, no mesmo dia o Rio de Janeiro se transformou no Estado da Guanabara deixando de ser a Capital do país.

6.                  Jânio Quadros tomou posse em 1º de janeiro de 1961 e depois de sete meses de um Governo conturbado, num golpe teatral renunciou ao Governo em 25 de agosto de 1961, lançando o país em outra crise ainda mais grave. Seu Vice João Goulart, conhecido por Jango, que havia sido Ministro do Trabalho de Getúlio e Vice de Juscelino Kubitscheck, era uma figura polêmica, acusado de insuflar greves e estimular a luta de classes e não gozava da confiança dos militares.

7.      Quando Jânio renunciou, João Goulart estava na China Comunista e os partidos conservadores UDN e PSD articularam um acordo que estabeleceu o Parlamentarismo no Brasil, com o objetivo de diminuir os poderes do Presidente. Assim no período de setembro de 1961 a janeiro de 1963, Jango governou juntamente com três sucessivos Conselhos de Ministros em Regime Parlamentarista.

Um plebiscito popular restaurou o Presidencialismo no Brasil e os poderes do Presidente, mas só vigorou até 30 de março de 1964, quando Jango foi deposto por um golpe civil-militar.

3° ANO

Guerra Fria

1.      Introdução

A Guerra Fria tem início logo após a  Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do  sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.

 A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre  Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coreia e no Vietnã.

2.       Paz Armada

Na verdade, uma expressão explica muito bem este período: a existência da Paz Armada. As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. Enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estaria garantida, pois haveria o medo do ataque inimigo.

Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros. A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental. O Pacto de Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.

Alguns países membros da OTAN : Estados Unidos, Canadá, Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia.

Alguns países membros do Pacto de Varsóvia : URSS, Cuba, China,  Coreia do Norte, Romênia, Alemanha Oriental, Albânia, Tchecoslováquia e Polônia.

3.      Corrida Espacial

EUA e URSS travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços espaciais. Ambos corriam para tentar atingir objetivos significativos nesta área. Isso ocorria, pois havia uma certa disputa entre as potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.

4.      Caça às Bruxas

Os EUA liderou uma forte política de combate ao  comunismo em seu território e no mundo. Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o "american way of life". Vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderem idéias próximas ao socialismo. O Macartismo, comandado pelo senador republicano Joseph McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa  ideologia também chegava aos países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta.

Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível. Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados. Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos.

5.      A divisão da Alemanha

Após a Segunda Guerra, a  Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países vencedores. A República Democrática da Alemanha, com capital em Berlim, ficou sendo zona de influência soviética e, portanto, socialista. A República Federal da Alemanha, com capital em Bonn (parte capitalista), ficou sob a influência dos países capitalistas. A cidade de Berlim foi dividida entre as quatro forças que venceram a guerra: URSS, EUA,  França e Inglaterra. Em 1961 foi levantado o Muro de Berlim, para dividir a cidade em duas partes: uma capitalista e outra socialista.

6.      "Cortina de Ferro"

Em 1946, Winston Churchill (primeiro ministro britânico) fez um famoso discurso nos Estados Unidos, usando a expressão "Cortina de Ferro" para se referir à influência da União Soviética sobre os países socialistas do leste europeu. Churchill defendia a ideia de que, após a Segunda Guerra Mundial, a URSS tinha se tornado a grande inimiga dos valores ocidentais (democracia e liberdade, principalmente).

7.      Plano Marshall e COMECON

As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial. Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas.

8.      Envolvimentos Indiretos

Guerra da Coreia : Entre os anos de 1951 e 1953 a Coreia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoista ocorrida na China, a Coreia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coreia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coreia no paralelo 38. A Coreia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coreia do Sul manteve o sistema capitalista.

Guerra do Vietnã: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues (apoiados pelos soviéticos) nas  florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O  Vietnã passou a ser socialista.

9.      Fim da Guerra Fria

A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

sábado, 29 de junho de 2013


7° ANO Cap. IX “As novas igrejas cristãs: a Reforma protestante e a Contrarreforma católica” (p.84.p.92)

1)      As críticas à Igreja católica (p.85)

Os cristãos da Europa ocidental permaneceram, ao longo da Idade Média, unidos em torno da autoridade do papa. Porem alguns cristãos começaram a questionar o que consideravam abusos contra o ideal do cristianismo. Esse movimento questionador, iniciado no século XVI, recebeu o nome de Reforma protestante.

 

2)      Críticas religiosas (p.85)

a.       O exclusivismo na interpretação dos textos bíblicos pelos sacerdotes;

b.      A santidade de outros homens além de Jesus Cristo;

c.       A venda de indulgências para o perdão dos pecados.

 

3)      Críticas econômicas (p.85)

a.       Os católicos criticavam a prática comercial e a usura. Isto fez com que muitos burgueses abraçassem os ideais protestantes, já muitos dos burgueses eram comerciantes e emprestavam também dinheiro à juros.

b.      Muitos governantes (príncipes, duques, barões, reis) apoiaram a Reforma protestante visando principalmente as terras da Igreja Católica.

 

4)      A Reforma de Lutero (p.86-p.87)

O fato que precipitou a Reforma protestante foi a venda de indulgencias. Segundo o ensinamento da Igreja Católica na época, era possível o fiel obter o perdão de seus pecados e até mesmo a salvação de sua alma após a morte comprando indulgências da Igreja.

O monge Martinho Lutero, que questionava os valores da Igreja Católica e se posicionava contra a venda de indulgências, afixou em 1517 um documento na porta de uma igreja (na região da atua Alemanha). Além de condenar a venda de indulgencias, o documento punha em discussão outros aspectos da doutrina católica.

Com o documento afixado na porta da igreja, tinha inicio a Reforma de Lutero (a Reforma Protestante). A Igreja Católica os excomungou e Lutero então passou a difundir a sua doutrina, o luteranismo.

 

5)      A Reforma de Calvino (p.87-p.88)

Além de Lutero, muitos outros passaram a questionar os valores católicos. Uma corrente importante foi criada por João Calvino (1509-1564), foi chamada de calvinismo. Foi mais radical que Lutero e muito influenciado pelos ideais burgueses da época.

 

6)      A Reforma de Henrique VIII (p.88)

Diferentemente do calvinismo e do luteranismo, a Reforma protestante na Inglaterra teve características próprias. O rei inglês querendo separar-se de sua esposa e casar-se com sua amante, rompe com a Igreja Católica em 1534, e organiza uma nova igreja, chamada de anglicana. Sendo o rei da Inglaterra o chefe supremo da nova igreja. Os rituais e a doutrina anglicana conservam boa parte da doutrina católica.

 

7)      Alguns resultados da Reforma protestante (p.88-p.89)

a.      Fim da unidade religiosa na Europa;

b.      Aumento do poder dos reis protestantes;

c.       Aumentos do poder real nos reinos católicos, para defender a religião;

d.      Fortalecimento dos ideais burgueses;

e.       Conflitos políticos-religiosos entre católicos e protestantes;

 

8)      A Reforma Católica (Contrarreforma) (p.89-p.90)

A Igreja Católica não aceitou os questionamentos e a abertura de novas igrejas cristãs de forma passiva. Combateu os protestantes, muitas vezes com o uso de repressão e violência. Também deu início a uma série de modificações em suas práticas e no comportamento de seus membros para recuperar seu poder e prestígio. As principais medidas foram:

a.      A convocação do Concílio de Trento;

b.      A oficialização da ordem Companhia de Jesus (os jesuítas);

c.       A intensificação das atividades do Tribunal do Santo Ofício (a inquisição).

quarta-feira, 26 de junho de 2013


8° ANO Cap. V “O Século das Luzes” (p.56-p.63)

1.      Antigo Regime: privilégio e opressão (p.57)

·         Entre os séculos XV e XVIII vigorou, em quase toda a Europa, um sistema político que ficou conhecido como Antigo Regime. Suas principais características eram:

a)      Divisão da sociedade em três grupos ou estados:

A.     Clero

B.     Nobreza

C.     Povo

b)      Mercantilismo

c)      Absolutismo

2.      No lugar da fé, a razão (p.57)

·         Os iluministas acreditavam que as pessoas eram moldadas pela educação que recebiam. Em virtude disso, no lugar da educação religiosa, propunham uma formação baseada na razão, pois somente ela seria capaz de iluminar a ignorância, obscurantismo e a superstição que dominavam a sociedade da época.

·         O Iluminismo desenvolveu-se plenamente durante o século XVIII, que ficou conhecido como Século das Luzes, e, apesar de espalhar-se por toda a Europa, alcançou maior expressão na França.

3.      As ideias iluministas (p.58)

·         Os iluministas combatiam:

a)      O Absolutismo;

b)      Os privilégios da nobreza e do clero;

c)      A imposição religiosa;

d)      E as práticas mercantilistas.

·         Os iluministas propunham:

a)    Governo com poderes limitados,

b)   Igualdade de direitos civis

c)    Liberdade de culto;

d)   Liberdade de expressão;

e)    Liberdade econômica;

f)    Constituição,

g)    Divisão do poder em: executivo, legislativo e judiciário

4.      Os principais pensadores e suas idéias:

a)      Voltaire (1694-1778)- defendia a liberdade de pensamento e de religião, igualdade perante a Lei. Fez críticas severas à Igreja.

b)      Montesquieu (1689-1755)- defendeu a divisão do poder setores autônomos: executivo, legislativo e judiciário.

c)      Rousseau (1712-1778) – foi o mais radical e o mais popular dos iluministas. Procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe".

d)      Denis Diderot (1717-1784) – Ajudou na organização e publicação da Enciclopédia, obra com que reuniu os conhecimentos existentes na época.

5.      O despotismo esclarecido (p.60)

·         Alguns governantes, percebendo a grande difusão e aceitação das novas ideias e querendo diminuir os riscos de conflitos sociais, tomaram a iniciativa de realizar algumas reformas econômicas e sociais em seus países. Esses governantes, foram denominados déspotas esclarecidos.

6.      Novas ideias econômicas (p.61)

·         Até o século XVIII, a prática econômica predominante era o mercantilismo.

·         A principal ideia sobre a economia, neste período surgiu com o escocês Adam Smith (1723-1790). Ele defendia o fim do mercantilismo, o fim dos monopólios. Seu pensamento influenciou muitos economistas do século XIX. Considerado por muitos o pai do Liberalismo Econômico.

Conceitos:

·         Mercantilismo: foi o sistema econômico vigente na Europa durante os séculos XV,

XVI, XVII e XVIII. Entre suas principais características, destacam-se:

-Protecionismo: proteção do mercado interno, de forma a obter mais lucros. Ex: na Inglaterra, foi decretado por Oliver Cromwell o Ato de Navegação, no qual as mercadorias inglesas só poderiam ser transportadas em navios ingleses.

-Metalismo: ouro e prata significavam riqueza para as nações europeias da época. As que não possuíam esses metais desenvolviam o comércio, de forma a ter dinheiro suficiente para adquiri-los. Ex: a colonização espanhola na América, baseada na extração de ouro.

-Intervencionismo: o monarca era quem controlava a economia do país, de forma que a economia não era regida pelas tendências de mercado, como no neoliberalismo. Ex: Luís XIV, na França, que detinham em suas mãos o poder absoluto sobre a economia, política, sociedade, etc.

-Busca por uma balança comercial favorável: exportar mais do que importar, gerar lucro. Já que todas as nações europeias estavam interessadas em vender seus produtos, a solução foi a colonização, de forma a obter mercados consumidores

8° ANO Cap. IX “O governo de Napoleão Bonaparte”(p.95-p.106)

1.      O golpe de 18 Brumário e o Consulado (p.96-p.97)

·         O golpe ocorreu em 10 de novembro de 1799 e ficou conhecido como 18 Brumário (data do calendário da revolução). E contou com o apoio de boa parte da alta burguesia, que via Napoleão o líder capaz de concretizar seus projetos.

·         Entre as medidas tomadas por Napoleão, destacou-se a elaboração do Código Civil Napoleônico, inspirado nas leis romanas. A principal finalidade do Código era assegurar diversas conquistas da burguesia com a Revolução Francesa, como a liberdade individual e econômica e a igualdade dos indivíduos perante a lei. O Código previa ainda a proibição da organização dos trabalhadores em sindicatos e as greves.

2.      O Império (p.97)

·         Depois de implantar o consulado – uma espécie de ditadura, que durou de 1799ª 1804 -, Napoleão estabeleceu o Império.

·         Durante o Império, uma das principais intenções de Napoleão foi de derrotar a Inglaterra, sua principal inimiga. Foi com esta intenção que em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental ao governo da Inglaterra, proibindo todos os países europeus de comercializar com os ingleses. Os países que não aderissem ao bloqueio estavam ameaçados de ser invadidos por tropas de Napoleão.

3.      O governo de Portugal Contraria Napoleão (p.100)

·         Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente dom João. Com o decreto do Bloqueio Continental imposto por Napoleão, dom João levou sua família e os principais funcionários do reino com a ajuda dos ingleses para o Brasil.

·         No fim de 1807, cerca de 15 mil pessoas embarcaram em catorze navios rumo à América, com a suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que podiam transportar.

·         O fato de a família real de Portugal transferir-se para o Brasil acabou favorecendo a Inglaterra e estimulando a independência da colônia portuguesa na América.

4.      Última batalha (p.100)

·         A Rússia, enfrentando série crise econômica, recusou-se a continuar o Bloqueio Continental contra a Inglaterra. Como represália, em 1812 Napoleão declarou guerra à Rússia. Essa campanha com 600 mil soldados franceses marcou o início da derrocada do Império Napoleônico. Vencidos pela fome, pelo frio e pelo exercito russo, pouco soldados conseguiram voltar à França.

·         A última batalha de Napoleão foi travada em Waterloo, região da atual Bélgica, contra um exercito formado pelos governos da Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia. Derrotado, Napoleão foi preso e enviado a Santa Helena, ilha do oceano Atlântico, onde morreu em 1821.

terça-feira, 25 de junho de 2013


9° ANO Cap. VIII “A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)” (p.96-p.108)

1.      Grupos conflitantes:

·         Eixo: Alemanha, Itália, Japão.

Além dos três principais países que integravam o Eixo, outros países e grupos organizados formavam o bloco. Bulgária, Hungria e Romênia formavam o segundo escalão entre os Países do Eixo. Finlândia e Tailândia integravam uma coligação ativa com o Eixo. A França atuava como colaboradora, enquanto Eslováquia, Croácia, Albânia e Manchúria tinham papéis submissos. Os Países do Eixo contavam ainda com ações de grupos nacionalistas organizados como o Movimento de Independência Indiano e o Russo Branco.

·         Aliados: Reino Unido, Estados Unidos, União Soviética

Vários outros países integraram as forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial, sendo que China, Polônia e a parte da França livre foram grandes aliados no combate, ocuparam o segundo escalão entre o grupo. Formavam ainda o grupo dos Aliados: Austrália, Nova Zelândia, Nepal, África do Sul, Canadá, Noruega, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Grécia, Iugoslávia, Panamá, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Guatemala, Cuba, Coréia, Checoslováquia, México, Etiópia, Iraque, Bolívia, Irã, Colômbia, Libéria, Romênia, Bulgária, San Marino, Albânia, Hungria, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Turquia, Líbano, Arábia Saudita, Argentina, Chile e Dinamarca. O Brasil.

·         O regime nazista preparou a Alemanha para a Guerra. As posições de Hitler contra o Tratado de Versalhes (1919), o rearmamento progressivo do Terceiro Reich e a instituição do serviço militar obrigatório não deixava duvidas quanto aos objetivos expansionistas.

2.      A guerra diplomática

·         1936 – Hitler remilitarizou a Renânia, na fronteira com a França;

·         Entre 1936 e 1937- Assinatura da aliança entre Alemanha, Japão e Itália – formação do Eixo, (pacto Anti-Komintern / anticomunista);

·         1938- Hitler anexou a Áustria (Anschluss);

·         1938- Hitler anexa os sudetos (parte da Tchecoslováquia)

·         1939- Hitler invade o restante da Tchecoslováquia;

·         1939- Assinatura do Pacto de não agressão entre a Alemanha e a URSS

·         França e Inglaterra, de certa forma, preferiam alimentar as pretensões de Hitler e viram com bons olhos o fortalecimento alemão, pois era uma forma de conter o comunismo no limite das fronteiras soviéticas.

3.      O nazismo domina a Europa

·         01/09/1939 – Neste dia a Alemanha da o passo decisivo para o inicio da guerra com a invasão do lado ocidental da Polônia. E a URSSS em 17/09/1939 invade o lado oriental polonês, e os dois países dividem entre si a Polônia.

·         03/09/1939 – França e Inglaterra declaram guerra a Alemanha.

·         1939 – Alemanha ocupa a Noruega e a Dinamarca, procurando isolar a Inglaterra.

a.      França vencida

·         10/05/1939 – A Alemanha invade a Holanda e a Bélgica, procurando contornar a Linha Maginot (complexo defensivo construído pelos franceses na divisa com a Alemanha).

·         14/06/1939 – Paris e ocupada pelos alemães, foi instituído um novo governo francês liderado pelo marechal Phillipe Petain. Paris e a região norte da França ficam sob a dominação direta dos alemães. Petain forma um governo, colaboracionista com os invasores, sediado em Vichy (no centro do pais).

b.      Os nazistas no apogeu

·         1941 – Alemanha conquista a Iugoslávia, a Grécia e a Ilha de Creta.

·         1941 – Os italianos mostram debilidade nos confrontos contra a resistência grega e nas batalhas na África (Etiópia). Tendo sempre que os alemães irem socorrê-los.

·         1941 – Croácia, Eslováquia, Bulgária, Romênia e Hungria entram na guerra ao lado dos Alemães.

·         Portugal e Espanha permanecem neutros, porem simpáticos a Alemanha. No inicio de 1941, boa parte da Europa estava sob o domínio dos nazistas. Restaram Suíça, Suécia e Turquia com uma neutralidade mais consolidada. A URSS que mantinha o comercio com a Alemanha, e a isolada Grã-Bretanha.

c.       Resistencia inglesa

·         1941 – Durante o ano a Inglaterra resistiu praticamente sozinha. Mas recebeu armas e suprimentos americanos, apesar dos E.U.A. não entrarem neste momento no conflito.

·         Enquanto resistiam na Inglaterra os ataques aéreos dos alemães, os britânicos eram fustigados italianos e pelos alemães na África.

4.      O militarismo japonês conquista a Ásia

·         A partir da década de 1930, com o governo imperial sob o controle dos militares, o Japão se lançou a uma ofensiva militar sem precedentes.

·         1931 – O Japão invade a Manchúria.

·         1937 – O Japao ataca a China, conquista Pequim, Shangai e Nanquim, massacram a população, comentem infanticídios e estupros generalizados.

·         Nesta época a China estava em plena disputa politica entre o partido conservador Kuomintang e os comunistas liderados por Mao Tse-Tung.

·         1941 – O Japão invade a Indochina. Em dezembro de 1941 ataca Pearl Harbor, no Havaí, base militar americana.

·         Os E.U.A. declaram guerra ao Japão, e no dia seguinte a Alemanha e a Itália.

·         1942, no primeiro semestre, os japoneses conquistam as Filipinas, a Malásia, Cingapura, Indonésia, Birmânia e varias ilhas do Pacifico.

·         A partir de então, o esforço de guerra norte-americano foi fenomenal, com a produção de milhares de navios, aviões e tanques.

·         1942 – no segundo semestre, na batalha naval de Midway, foi a primeira grande vitória americana.

5.      A URSS detém os alemães

·         Apesar das dificuldades dos combatentes na frente ocidental com a Inglaterra, Hitler pôs em marcha o plano de invadir a URSS – a Operação Barborossa.

·         A URSS não havia se preparado para guerra (lembrar-se do acordo de 1939)

·         1941 – os alemães invadem a URSS, com 3,5 milhões de soldados.

·         As vitorias alemãs foram arrasadoras, mas a chegada do inverno russo deteve o ímpeto alemão.

·         Moscou resiste graças ao esforço do Exercito Vermelho, Leningrado (São Petersburgo) resiste, apesar de sitiada, a população sofre com doenças e fome, morre um milhão de pessoas em Leningrado entre 1941 e 1944.

·         Hitler assume pessoalmente o comando militar da frente oriental, e culpa seus generais pelo fracasso.

a.      A virada de Stalingrado

·         Os alemães desistem de conquistar Moscou, e concentram seus esforços na conquista Cáucaso (região rica em petróleo, recursos minerais, indústrias etc).

·         1942 –em agosto tem inicio a Operação Azul, e os alemães chegam a Stalingrado.

·         Foi a batalha mais sangrenta da Segunda Guerra Mundial, morreram mais de 1 milhão de soldados russos e cerca de 800 mil soldados alemães, sem contar os milhares de prisioneiros alemães.  

b.      Rumo ao Dia D

·         A vitória soviética em Stalingrado mudou o rumo da guerra. A campanha na URSS absorvia enormes recursos da maquina de guerra nazista.

·         Os Aliados a partir de 1943 fazem constantes ataques contra a Itália, os lideres italianos temendo uma invasão, prendem Mussolini e planejam um armistício com os Aliados. Hitler invade a Itália e reconduz Mussolini ao cargo de primeiro-ministro, porem a partir deste momento Mussolini torna-se um fantoche.

c.       Derrotas nazistas

·         06/06/1944 finalmente foi aberta a frente ocidental de batalha pelos Aliados. Mais de 300 mil homens desembarcaram na Normandia, norte da França e foram libertando Paris, Bélgica e Holanda. A Alemanha estava cercada.

6.      Auschwitz e o Holocausto

·         Mais de 6 milhões de judeus foram exterminados nos campos alemães. Mas os judeus não foram os únicos, pois cerca de 800 mil ciganos também foram exterminados, além de inúmeros presos de guerra soviéticos, presos políticos, homossexuais e outras minorias.

7.      O fim da guerra

·         1945 No começo deste ano o Exercito Vermelho (soviético) havia expulsado os alemães de todo o Leste Europeu e marchava para a Alemanha. Na frente ocidental, o exercito norte-americano e, sobretudo o britânico concorriam com os soviéticos pela conquista de Berlim.

·         A vingança dos sodados soviéticos foi atroz. Milhares de civis foram executados e milhares de mulheres estupradas.

·         Hitler temendo uma morte parecida com a de Mussolini – que fora capturado e fuzilado em 27/04/1945, tendo seu corpo pendurado de cabeça para baixo na principal praça de Milão – comete suicídio em 30/04/1945 e tem seu corpo queimado nos jardins de seu Bunker (fortaleza).

·         07/05/1945 o almirante Karl Donitz, sucessor nomeado por Hitler, assinou a rendição incondicional da Alemanha.

a.      O ultimo ato

·         A partir de 1944 a derrota do japoneses era iminente. Porem queriam a todo modo impedir a invasão norte-americana no Japão, assim sendo começaram a utilizar missões suicidas, os Kamikaze.

·         Neste contexto, os norte-americanos decidiram utilizar o resultado do projeto Manhattan: a bomba atômica.

·         O objetivo era acabar com a guerra e, ao mesmo tempo, evitar o avanço soviético pelo pacifico.

·         06/07/1945 a primeira bomba atômica e lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima.

·         09/07/1945 a segunda bomba atômica e lançada sobre a cidade japonesa de Nagasaki.

·         Estima-se que tenha morrido 300 mil pessoas instantaneamente em cada um desses ataques.

·         14/07/1945 O imperador japonês assina a rendição incondicional do Japão.

8.      A geopolítica do pós-guerra

·         Entre as forças do Eixo foram cerca de 8 milhões de militares mortos (a maioria alemães), e 4 milhões de civis.

·         Entre os Aliados foram cerca de 17 milhões de militares, e 35 milhões de civis, a maioria no Leste Europeu.

·         A maior baixa entre os Aliados foram de soviéticos, cerca de 20 milhões, já que suportaram praticamente sozinhos a guerra na Europa por quase 4 anos seguidos.

·         Depois dos soviéticos, a maior entre os Aliados, foram os chineses com cerca de 2,5 milhões de soldados mortos na guerra contra o Japão. E.UA E Grã-Bretanha perderam cerca de 300 mil sodados cada uma.

·         O maior vencedor da guerra, entretanto, foram os EUA, cujo PIB cresceu cerca de 85% entre 1939 e 1945.

a.      Dividindo o mundo

·         24/10/1945 Foi criada a ONU – Organização das Nações Unidas.

·         A Alemanha foi dividida em áreas de influencias entre as potencias vencedoras. Posteriormente os países Aliados do ocidente, unem suas áreas e formam Alemanha Ocidental (de regime capitalista). O lado oriental fica sob influencia da URSS, sendo depois transformada na Alemanha Oriental (de regime comunista).

·         O Japão e ocupado pelos americanos ate 1952.

·         Na África organizam-se inúmeros movimentos de independência, derrubando aos poucos os antigos impérios coloniais.

·         Na China Mao Tse-tung (comunista) toma o poder.

·         No Oriente Médio e criado o Estado de Israel, tendo este sido aprovado pela ONU em 1948.

·         Próximo já do final da Segunda Guerra Mundial, eram visíveis as divergências entre as potencias ocidentais e a URSS. Tendo o EUA assumido o posto do grande e principal pais capitalista e opositor da URSS de regime comunista.

·         Começava a Guerra Fria.

9.      O Brasil na Segunda Guerra Mundial

·         Durante a década de 30, o Brasil se aproximou muito da Alemanha. Porem quando a guerra começou, Vargas manteve a neutralidade, em seu governo havia ministros partidários da Alemanha e outros que defendiam o alinhamento com os EUA.

·         Negociações entre o Brasil e EUA, para a cessão de bases norte-americanas no nordeste brasileiro e o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a Alemanha, fazem com que Hitler ordene o afundamento de navios brasileiros. Isto acabou provocando uma reação imediata da sociedade brasileira.

·         Em agosto de 1942 o Brasil declarou guerra à Alemanha.

·         1944 a FEB – Força Expedicionária Brasileira – foi lutar na Itália ao lado dos Aliados.